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Acadêmicos de Venda Nova vence carnaval de Belo Horizonte pela quinta vez

 
Léo Rodrigues | 04/03/2017 - 12:11 Notícia publicada pelo Agência Brasil

A escola de samba levou para as ruas um desfile baseado no enredo Sonhos de Toninho Veterinário, o Mestre-Sala dos Animais. Foi uma homenagem aos veterinários na figura de João Antônio Teixeira, que tem uma clínica na capital mineira.

Campeã neste ano, a escola Acadêmicos de Venda também ficou com o título em 2008, 2009, 2014 e 2015 | Foto: Belotur / divulgação

A Acadêmicos de Venda Nova é a escola de samba campeã do carnaval de Belo Horizonte em 2017. A agremiação receberá um prêmio de R$ 50 mil. A apuração dos votos dos jurados ocorreu na noite dessa sexta-feira (3).

A escola de samba levou para as ruas um desfile baseado no enredo Sonhos de Toninho Veterinário, o Mestre-Sala dos Animais. Foi uma homenagem aos veterinários na figura de João Antônio Teixeira, que tem uma clínica na capital mineira e faz, por ano, cerca de 90 mil atendimentos a pequenos animais. Esse foi o quinto título da Acadêmicos de Venda Nova, que também venceu em 2008, 2009, 2014 e 2015.

Em segundo lugar, ficou a escola Estrela do Vale, que receberá prêmio de R$ 25 mil. A terceira colocação ficou com a Cidade Jardim, contemplada com R$ 12,5 mil. Os desfiles ocorreram na terça-feira (28). Cada agremiação teve 55 minutos para se apresentar. Os quesitos avaliados foram bateria, samba-enredo, enredo, conjunto harmônico, alegorias e adereços, fantasias, comissão de frente e desempenho do mestre-sala e do porta-bandeira.

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  • Vencedora da edição de 2016 e campeã 14 vezes, a Canto da Alvorada não desfilou neste ano. Segundo nota publicada na página da agremiação, a decisão se deu pela “falta de reconhecimento pelo Poder Público e pelas condições apresentadas”.

    História

    Os desfiles das escolas de samba em Belo Horizonte carregam uma tradição de 80 anos. A primeira agremiação surgiu em 1937, a Pedreira Unida, já extinta. A Cidade Jardim é a escola mais antiga ainda em atividade. Fundada em 1961, também a maior campeã, com 16 títulos, embora amargue um jejum desde 1986.

    Antes do ressurgimento dos blocos de rua, entre 2009 e 2010, as escolas de samba garantiram por diversos anos que a festa mais popular do país não passasse em branco na capital mineira. Embora atualmente os desfiles mobilizem um público modesto, o historiador Marcos Maia destaca que, no início da década de 1980, as agremiações de Belo Horizonte haviam atingido um desenvolvimento que só perdia para as do Rio de Janeiro em termos de luxo e número de integrantes.

    Blocos caricatos

    Um dia antes das escolas de samba, teve início a apresentação dos blocos caricatos. Nove deles desfilaram na segunda-feira (27) e um na terça-feira (28). Cada cortejo durou 40 minutos.

    Os blocos caricatos são outra categoria de desfile em Belo Horizonte. Neles, a bateria vai em cima de um caminhão. “É uma particularidade de Belo Horizonte, mas também existia em São João del Rei. É possível que tenha nascido na capital e ido para outras cidades, mas também é possível que o caminho tenha sido inverso”, diz o historiador Marcos Maia.

    Nesta edição, foi campeão o bloco Mulatos do Samba. Estivadores do Havaí e Infiltrados do Santa Tereza ficaram em segundo e terceiro lugares. Os prêmios para os três melhores blocos caricatos foram, respectivamente, R$ 25 mil, R$ 12,5 mil e R$ 6,25 mil. Os quesitos avaliados foram bateria, enredo, fantasia, alegoria e samba.

     

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    Léo Rodrigues

    Repórter da Agência Brasil, formado em Comunicação Social pela UFMG em 2010. Ex-jornalista da TV Brasil e do Portal EBC, onde também atuou como editor de esportes. Diretor de documentários cujo foco de interesse é a cultura popular, entre eles os longas "Aboiador de Violas" e "Pra fazer carnaval mais uma vez". Saiba mais

     

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