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Na semana da mobilidade, TV Brasil apresenta panorama do uso de bicicletas no país

 
26/09/2014 Série de reportagens veiculada pela TV Brasil / Repórter Brasil

Ciclovias e ciclofaixas vêm ganhando espaço nos centros urbanos: a série de reportagens "Pedalar é preciso" discute os avanços, as polêmicas e as perspectivas.

Foto: Bernat Casero / Creative Commons

No dia 22 de setembro, diversos ativistas organizam campanhas ao redor do mundo em defesa do meio ambiente e da qualidade de vida nas cidades. A data se consolidou e se tornou conhecida como o Dia Mundial Sem Carro. Na Europa, o dia foi se convertendo em uma semana completa recheada de atividades no que foi batizado de Semana Europeia da Mobilidade.

No Brasil, a iniciativa ganhou força a partir de 2003, quando o movimento Bicicletada de São Paulo começou a chamar atenção para o dia 22 de setembro e posteriormente para a Semana da Mobilidade. Lembrando a data, a TV Brasil produziu a série "Pedalar é preciso", com reportagens que apresentam o panorama do uso de bicicletas no país e no mundo. O conjunto do trabalho você assiste logo abaixo:

EQUIPE DE PRODUÇÃO
Produção: Léo Rodrigues
Reportagem: Paula Ottoni
Repórter cinematográfico: Luís Araújo
Edição: Luciana Campos
Edição de imagem: Mauro Fernandes

  • Vídeo 1 (22/09/2014) – A situação atual das ciclovias e ciclofaixas no Brasil
  • Vídeo 2 (23/09/2014) – A segurança dos usuários de bicicleta
  • Vídeo 3 (24/09/2014) – Os benefícios proporcionados pela bicicleta
  • A série teve ainda um quarto vídeo veiculado em 25/09/2014 e produzido pela equipe correspondente da TV Brasil em Copenhage, na Dinamarca, que você assiste aqui.
  • Bicicleta para mobilidade urbana, e não somente para o lazer

    O Rio de Janeiro ultrapassou neste mês a malha cicloviária de Bogotá, capital da Colômbia, e assumiu o posto de cidade com a maior extensão de ciclovias e ciclofaixas da América Latina. São 380 km.  A vizinha Niteroi não fica para trás e desenvolve um projeto ousado. Com 30km de malha cicloviária e outras 10km em construção, a cidade que é bem menor que a capital carioca deverá ter em breve a maior densidade de malha cicloviária do país. A proposta a longo prazo é ainda mais impressionante: alcançar 113km e ganhar de vez o rótulo de "Amsterdã brasileira". A título de comparação, a capital holandesa, referência mundial, possui cerca de 400 km de malha cicloviária.

    Foto: Ana Milena Ospina / Creative Commons

    Mas só tamanho não é documento. É o que apontam diversos movimentos de ciclistas de Niterói. São grupos que tanto pressionaram o poder público que conquistaram algumas melhorias para a cidade. Mas ainda falta muito para que a cidade abrace de fato a bicicleta. Ativistas apontam que pensar o uso da bicicleta para mobilidade urbana implica em quebrar a lógica da construção de ciclovias apenas para o lazer ou para o turismo. Por isso, não é saudável concentrar a malha cicloviária em áreas nobres da cidade. Na Zona Norte de Niteroi, é possível andar longos percursos sem avistar uma só ciclovia.

    Outra crítica diz respeito à falta de integração com outros meios de transporte. Para quem vai ao Rio de Janeiro pelas barcas, o sistema deixa a desejar já que o usuário precisa primeiro abandonar sua bicicleta no lado interno e depois voltar para passar pela roleta. Ativistas sugerem, por exemplo, que haja desconto nas barcas para quem for de bicicleta, para estimular o transporte alternativo e reduzir minimamente a sobrecarga de carros sobre a Ponte Rio-Niteroi. Na capital carioca, há um movimento que pede maior integração com o Metrô. Um abaixo-assinado on-line defende a liberação para entrada de bicicletas no Metrô após às 20h30, quando já se passou o horário de pico. Atualmente, o acesso só é permitido nos fins de semana.

    Em São Paulo, a atual polêmica é o projeto da Prefeitura de se construir uma ciclovia no canteiro central da Avenida Paulista, iniciativa que é criticada pela oposição, mas apoiada pelos ciclistas justamente pelo fato de que facilitaria muito o trânsito de usuários de bicicleta que trabalham no centro da cidade.

     

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    O EDITOR


    Léo Rodrigues

    Repórter da Agência Brasil, formado em Comunicação Social pela UFMG em 2010. Ex-jornalista da TV Brasil e do Portal EBC, onde também atuou como editor de esportes. Diretor de documentários cujo foco de interesse é a cultura popular, entre eles os longas "Aboiador de Violas" e "Pra fazer carnaval mais uma vez". Saiba mais

     

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    O trabalho do jornalista nunca é isento. Trata-se de um exercício constante de escolhas. Para onde apontar a lupa? De que ângulo posicionaremos a lupa? Este espaço surge a partir do interesse do editor em concentrar o seu acervo de produções jornalísticas e, ao mesmo tempo, propor coberturas e reflexões sobre comunicação, sociedade, cultura e esporte. Entenda melhor a proposta

     

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